Da redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou em 22 de março, durante a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Selvagens (COP15), em Campo Grande (MS), um decreto que amplia duas unidades de conservação no Pantanal, incorporando aproximadamente 104 mil hectares ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação.
O decreto expande o Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense, que cresce de 135.922 para 183.182 hectares, adicionando 47.260 hectares à proteção ambiental da região. Também amplia a Estação Ecológica de Taiamã, que passa de 11.554 para 68.502 hectares, somando 56.948 hectares às áreas protegidas do país.
Essas duas unidades de conservação desempenham papel estratégico para a manutenção da biodiversidade no Pantanal. As regiões alagadas e os berçários naturais ao longo do Rio Paraguai são essenciais para a pesca e para a continuidade dos ciclos naturais da fauna e flora locais, segundo especialistas.
A medida também deve impulsionar a produção científica no bioma. “A ampliação gera novas expectativas. A partir dela, passamos a ter acesso a outras áreas que se mantêm protegidas, permitindo aos pesquisadores ampliar o seu espectro de atuação”, afirmou Leandro Battirola, diretor do Instituto de Pesquisa do Pantanal (INPP), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Pesquisadores utilizam as áreas de conservação para mapear espécies, investigar processos ecológicos e ampliar o conhecimento sobre o Pantanal, que é reconhecido como a maior área úmida continental do mundo. Segundo estudos, o bioma abriga ampla diversidade de aves, peixes, anfíbios e répteis.
Além da riqueza biológica, o Pantanal apresenta potencial para o desenvolvimento de bioinsumos sustentáveis para agricultura e pecuária e de fármacos usados em tratamentos e diagnósticos de doenças. A região, sensível às mudanças climáticas, depende do ciclo das águas para a reprodução e a segurança alimentar das espécies nativas da bacia hidrográfica do Alto Paraguai.







