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OMS confirma três mortes por hantavírus em cruzeiro MV Hondius

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Da redação

A Organização Mundial da Saúde confirmou nesta sexta-feira um surto de hantavírus no navio de cruzeiro MV Hondius, com três mortes entre passageiros. O navio partiu de Ushuaia, na Argentina, em 1º de abril e segue para Tenerife, nas Ilhas Canárias, onde deve chegar no domingo.

Segundo a OMS, foram confirmados cinco casos da doença e outros três são considerados suspeitos. O vírus identificado nas análises laboratoriais é do tipo Andes, conforme testes PCR realizados nos pacientes. O surto levou à hospitalização de quatro pessoas, que estão internadas na África do Sul, Holanda e Suíça.

Um caso suspeito na Alemanha resultou negativo para hantavírus. O cruzeiro é operado pela empresa Oceanwide Expeditions e transporta atualmente 147 passageiros e tripulantes. A OMS ressalta que investigações continuam para determinar o local exato do contágio.

Autoridades analisam a possibilidade de a infecção ter ocorrido em terra, na Argentina, Chile ou Uruguai, possivelmente em contato com roedores, ou já a bordo da embarcação. Existe a hipótese de que o primeiro caso tenha sido infectado antes do embarque, com posterior transmissão entre os ocupantes do navio.

Christian Lindmeier, porta-voz da OMS, afirmou que a transmissão do hantavírus só se dá por contato muito próximo, como exposição a saliva ou secreções respiratórias de pessoas infectadas. Ele informou ainda que o risco para a população geral é baixo, inferior ao do sarampo, e não há comparação com a situação da covid-19.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos acompanha a situação e prepara a repatriação de 17 cidadãos norte-americanos que estão a bordo do MV Hondius, com voo previsto para Omaha, Nebraska. A OMS avalia o risco como moderado apenas para os presentes no navio e baixo para o restante da população mundial.