Da redação
O Kremlin declarou neste sábado que um acordo de paz para encerrar a guerra na Ucrânia está distante. As conversas estão paralisadas após mais de quatro anos de confrontos, considerados os mais letais na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, mesmo diante da urgência manifestada pelos Estados Unidos para negociar.
Durante o período do conflito, as forças russas não conseguiram dominar toda a região de Donbas, no leste da Ucrânia. Tropas ucranianas mantêm posições em cidades-fortaleza. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que buscava o fim da guerra e revelou frustração por não ter conseguido atingir tal objetivo.
Apesar disso, Trump anunciou na sexta-feira um cessar-fogo de 9 a 11 de maio, aprovado tanto pela Rússia quanto pela Ucrânia. O acordo prevê a suspensão de todas as “atividades cinéticas” e a troca de 1.000 prisioneiros de cada lado, de acordo com publicação do presidente norte-americano em sua rede social Truth Social.
Trump afirmou desejar que a trégua se prolongue, porém o Kremlin esclareceu que a medida será limitada a três dias. “É compreensível que o lado norte-americano esteja com pressa”, declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, à televisão estatal. Ele acrescentou: “Mas a questão de um acordo ucraniano é complexa demais, e chegar a um acordo de paz é um caminho muito longo com detalhes complexos.”
As hostilidades entre tropas russas e ucranianas já ultrapassam quatro anos, superando em duração a participação soviética na Segunda Guerra Mundial. Segundo Yuri Ushakov, assessor de política externa do Kremlin, há expectativa de retomada das negociações, embora ainda não exista data definida para novos contatos.
O cessar-fogo anunciado foi estabelecido para os dias 9, 10 e 11 de maio, coincidindo com as celebrações do Dia da Vitória. Até o momento, ambos os países concordaram com as condições estipuladas para esse período restrito de trégua e troca de prisioneiros.







