Da redação
O ativista brasileiro Thiago Ávila, preso por Israel no mês passado, foi liberado neste sábado, 9 de maio, e deve ser deportado nos próximos dias, conforme informações do Centro de Direitos Humanos Adalah. A medida ocorre após a conclusão dos interrogatórios sobre sua participação em missão humanitária para Gaza.
Além de Ávila, o espanhol Saif Abu Kashek também será libertado e deportado. Ambos foram detidos quando forças israelenses interceptaram, em 30 de abril, um navio da Global Sumud Flotilla que transportava alimentos e suprimentos à população de Gaza. A embarcação navegava em águas internacionais próximas à ilha grega de Creta.
Segundo comunicado do Adalah, o Shabak, agência de inteligência de Israel, informou à equipe jurídica da entidade que “os dois líderes da Flotilha Global Sumud serão transferidos para as autoridades de imigração ainda hoje, aguardando deportação para seus países de origem”. Os interrogatórios teriam ocorrido sob condições consideradas punitivas.
O comunicado acrescenta que Thiago Ávila e Saif Abukeshek ficaram em isolamento total e teriam sido “submetidos a maus-tratos e tortura, apesar de sua missão ser inteiramente civil”. Ambos permanecem em greve de fome desde o início da detenção, segundo informações do Adalah, que prossegue monitorando o caso.
Na última terça-feira, dia 5, o Tribunal de Magistrados de Ashkelon, em Israel, havia prorrogado a prisão dos ativistas até o dia 10 de maio, conforme decisão do juiz Yaniv Ben-Haroush. A extensão da detenção foi criticada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a considerou “injustificável”.
O presidente Lula afirmou nas redes sociais que a detenção dos ativistas representou “séria afronta ao direito internacional”. Segundo ele, os governos do Brasil e da Espanha exigiram plena garantia de segurança aos ativistas e pediram sua liberação imediata. O grupo brasileiro partiu de Barcelona para Gaza em 12 de abril.







