Da redação
O governo do Reino Unido anunciou neste sábado (9) que deslocará o destróier HMS Dragon para o Oriente Médio. A medida, tomada para reforçar a proteção do transporte marítimo no estreito de Hormuz, ocorre após a França enviar seu grupo de porta-aviões ao sul do Mar Vermelho como parte de um plano defensivo conjunto.
A movimentação dos britânicos e franceses integra uma estratégia para restaurar a confiança na crucial rota comercial do estreito de Hormuz. As ações buscam responder à escalada do conflito que começou em 28 de fevereiro, após bombardeios dos Estados Unidos e de Israel ao Irã. Uma trégua parcial entrou em vigor em 8 de abril.
A quase interrupção do tráfego no estreito gerou grandes impactos, já que, antes do conflito, por ali passavam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos mundialmente. O bloqueio comprometeu o abastecimento de combustível, criou dificuldades para companhias aéreas e pressionou a inflação global.
O Irã sinalizou que pretende cobrar taxas de embarcações que utilizam o estreito de Hormuz, proposta à qual os EUA se opõem por defenderem a liberdade de navegação. Em resposta aos bombardeios de EUA e Israel, a República Islâmica atacou embarcações na região. Washington também impôs bloqueio naval aos portos iranianos desde 13 de abril para barrar exportações de petróleo.
França e Reino Unido elaboram uma proposta que prevê condições para a passagem segura das embarcações pela área, quando a situação permitir. O plano, que exigirá coordenação iraniana, já atraiu o interesse de cerca de uma dúzia de países, conforme apurado.
A capacidade britânica de participar dessa missão é limitada pelas atuais restrições enfrentadas pela Marinha Real. Atualmente, a força conta com 38 mil militares, dois porta-aviões e 13 destróieres e fragatas, número bem inferior aos 62 mil militares e 50 navios desse tipo registrados em 1991.







