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Planos de saúde coletivos têm reajuste médio de 9,9% em 2026, diz ANS

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Da redação

Os planos de saúde coletivos tiveram reajuste anual médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026 no Brasil, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em 8 de março. Trata-se da menor variação em cinco anos, porém mais que o dobro da inflação oficial do período.

A última vez em que esse tipo de plano apresentou reajuste inferior foi em 2021, com alta de 6,43%. No histórico recente, os aumentos oscilaram de 6,43% a 15,74% entre 2016 e 2025. O reajuste de 2026, apesar de menor, permanece elevado diante do índice inflacionário.

Em fevereiro de 2026, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, registrou variação de 3,81%. O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) costuma criticar reajustes de planos acima da inflação. Já a ANS argumenta que não se trata de comparações diretas.

“A ANS considera aspectos como as mudanças nos preços dos produtos e serviços em saúde, bem como as mudanças na frequência de utilização dos serviços de saúde”, destacou a agência. Em 2021, durante a pandemia, o índice foi menor devido à redução de consultas e procedimentos não urgentes.

Diferentemente dos planos individuais, cujos reajustes são definidos pela ANS, nos planos coletivos o percentual é negociado entre a pessoa jurídica contratante e a operadora. Para grupos com menos de 30 beneficiários, aplica-se um percentual único por operadora. Já os planos com 30 ou mais vidas tiveram variação média de 8,71%, enquanto os menores alcançaram 13,48% em 2026.

Dados apurados da ANS indicam que, em março de 2026, o país possuía 53 milhões de vínculos de planos de saúde, sendo 84% deles coletivos. O setor registrou receitas totais de R$ 391,6 bilhões em 2025 e lucro líquido recorde de R$ 24,4 bilhões, com margem de lucro de cerca de R$ 6,20 a cada R$ 100 faturados.