Da redação
Aliados do governo Lula comemoraram nesta quarta-feira, em Brasília, a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que suspendeu a aplicação da chamada Lei da Dosimetria. Parlamentares da base justificaram o apoio à medida como uma resposta à norma aprovada pelo Congresso, considerada controversa pelo grupo.
A decisão de Moraes gerou manifestações imediatas entre deputados próximos ao governo. Entre eles, Lindbergh Farias, vice-líder do governo na Câmara, afirmou que a suspensão representa uma “vitória da democracia”, ao enfatizar a importância do STF na análise da constitucionalidade de projetos aprovados pelo Legislativo.
Segundo integrantes da base governista, a atuação do Supremo foi fundamental diante das interpretações sobre possíveis impactos da Lei da Dosimetria. Para esses parlamentares, a norma poderia alterar critérios para punições judiciais, o que motivou o pedido para que o STF avaliasse a matéria de forma cautelosa.
A discussão em torno da lei provocou debates entre parlamentares nos últimos dias. De acordo com apoiadores do governo, havia preocupação sobre possíveis flexibilizações em processos judiciais caso a Lei da Dosimetria entrasse em vigor. Por esse motivo, a decisão de Moraes recebeu apoio imediato do grupo.
A oposição, no entanto, criticou a medida, alegando que o Supremo interferiu em prerrogativas do Legislativo. Outras lideranças parlamentares ainda avaliam possíveis recursos ou medidas para contrapor o entendimento da Corte ao longo das próximas semanas.
A Lei da Dosimetria foi aprovada recentemente pelo Congresso e vinha sendo debatida por especialistas jurídicos e autoridades. O tema mobiliza discussões sobre limites entre os poderes e a função do STF no controle de constitucionalidade de leis federais.







