Da redação
No Distrito Federal, mães que dedicam cuidados integrais a filhos com deficiência relatam melhorias significativas após a implementação de programas públicos promovidos pelo Governo do DF. Neste Dia das Mães, histórias dessas famílias demonstram como iniciativas voltadas à educação e habitação têm impactado positivamente sua rotina.
Cleide Maria Magalhães Matos, 56 anos, mãe de Jessé, de 28, que tem autismo severo, relata que o apoio da rede de educação especial foi fundamental em sua vida. A inserção do filho em um dos 13 centros de ensino especial devolveu a ela autonomia e favoreceu a saúde, além de contribuir para o controle do comportamento agressivo de Jessé.
Outras mães do DF também narram desafios semelhantes na rotina. Rute Ferreira, de 55 anos, descreve a intensa agenda de terapias com Davi, de 12. Daniele Lourenço, 43 anos, enfrentou dificuldades de adaptação com Moisés, de 4. Já Ana Silva, 45 anos, ressalta as transformações pessoais que a maternidade especial demanda no autocuidado e na autoestima.
A Secretaria de Educação do DF atende mais de 27,4 mil estudantes em 675 escolas, incluindo centros especializados que recebem 3,5 mil alunos com deficiências variadas. Esses ambientes, segundo a secretária Iêdes Braga, acolhem não apenas os estudantes, mas também oferecem suporte emocional às mães, promovendo inclusão e fortalecimento familiar.
O Centro de Ensino Especial da 912 Sul oferece oficinas de artes e música para alunos a partir de 15 anos, incentivando autonomia e convívio social. Famílias relatam mudanças de rotina e novas conquistas, como aprender crochê ou realizar viagens. Rejane de Freitas Kubiszeski e Francisca Alves Brandão relatam ganhos em independência e bem-estar nesses espaços.
Em paralelo à educação, o programa Melhorias Habitacionais da Codhab já beneficiou 239 famílias, privilegiando aquelas com pessoas com deficiência. Maria do Socorro Ferreira recebeu uma casa ampliada e adaptada ao adotar Emanuel, 28 anos. Cerca de 95% dos favorecidos pelo programa são mulheres que dedicam integralmente seus dias aos filhos, conforme explicou a assistente social Marilurde Lago.





