Início Celebridades Naskar some com quase R$ 1 bilhão e não tem registro na...

Naskar some com quase R$ 1 bilhão e não tem registro na CVM


Da redação

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou nesta segunda-feira, 11 de maio, que a fintech Naskar Gestão de Ativos não possui registro para operar nos mercados regulados pelo órgão. O alerta foi emitido após a Naskar interromper o pagamento de rendimentos a cerca de 3 mil clientes e suspender o funcionamento de seu aplicativo.

Segundo a CVM, a empresa não tem autorização para atuar no mercado de capitais e a autarquia segue monitorando o setor, tomando providências quando necessário. O órgão esclareceu que supervisiona participantes do mercado e apura situações que envolvam oferta ou atuação irregular no segmento. Investidores podem consultar o Cadastro Geral de Regulados para checar registros.

Ainda na segunda-feira, o Sindicato dos Bancários de São Paulo defendeu maior regulação para fintechs. A presidente Neiva Ribeiro afirmou que “existem muitos casos que mostram a fragilidade regulatória em relação às fintechs e outras instituições financeiras não bancárias” e defendeu fiscalização rigorosa e proteção aos investidores e trabalhadores.

A Naskar captava recursos de clientes, prometendo retorno mensal de 2%, percentual acima do mercado. De acordo com informações apuradas, a fintech chegou a administrar mais de R$ 900 milhões. As operações seguiram sem relatos de problemas por 13 anos até o início de maio, quando deixou de pagar rendimentos e suspendeu o aplicativo.

Após a paralisação, investidores tentaram contato com os sócios Marcelo Liranco Arantes, Rogério Vieira e José Maurício Volpato, mas não obtiveram resposta. A Alphacode, responsável pela criação do app, afirmou que rescindiu o contrato devido à falta de comunicação da Naskar. A empresa destacou que não tem vínculo com as atividades financeiras da fintech.

A Polícia Civil do Distrito Federal já registrou 15 ocorrências envolvendo a Naskar, entre 7 e 11 de maio. Conforme informado, a fintech, que já teve sedes em Brasília e São Paulo, afirmou ter enviado comunicados por e-mail aos clientes pedindo o envio de documentos para esclarecimento da situação. A custodiante dos recursos era a instituição Celcoin, de Barueri.