Da redação
Xiye Bastida, ativista climática mexicana de 24 anos da comunidade Otomi, e Hindou Oumarou Ibrahim, geógrafa e ativista de 42 anos do Chade, vêm se destacando por ações em defesa do clima. Elas organizaram mobilizações e projetos durante as semanas de Clima em Nova York e em comunidades nômades do Chade nos últimos anos.
Bastida liderou grandes passeatas de jovens nas semanas de Clima de Nova York, tornando-se reconhecida por sua atuação em prol da justiça climática e da proteção dos povos indígenas. Segundo relatos, ela representa a comunidade Otomi e integra uma nova geração de líderes ambientais.
Já Hindou Oumarou Ibrahim lidera um projeto que mapeou território e recursos hídricos com mais de 10 mil pessoas nômades de sua região no Chade. O foco da iniciativa é fortalecer a resposta a desafios relacionados a secas e inundações, fenômenos que afetam diretamente essas comunidades.
As duas ativistas buscam aproximar movimento ambiental, ciência, tecnologia e conhecimentos tradicionais. Elas atuam como pontes entre as realidades locais de suas comunidades, pesquisas científicas e estratégias globais de defesa climática, conectando gerações presentes e futuras.
A perspectiva trazida por ambas evidencia a convergência entre métodos científicos e saberes indígenas. Essa abordagem híbrida é empregada para fortalecer a defesa de territórios vulneráveis diante das mudanças climáticas, segundo apontam especialistas envolvidos nesses projetos.
A atuação de Bastida e Ibrahim destaca o papel de jovens e lideranças indígenas na formulação de respostas inclusivas aos efeitos locais e regionais das mudanças climáticas. As experiências desenvolvidas por elas têm inspirado estratégias que unem ciência e tradição em busca de soluções para a crise ambiental global.






