Da redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou à China na noite desta quarta-feira (13), horário de Brasília, para uma reunião com o presidente Xi Jinping em meio à guerra no Irã. O encontro ocorre em Pequim e busca discutir questões comerciais e geopolíticas relevantes para ambas as potências mundiais.
A China, alvo de tarifas americanas implementadas por Trump, reagiu impondo restrições à exportação de terras raras, minerais fundamentais para o setor tecnológico e de defesa dos EUA. A medida chinesa levou Trump a recuar na imposição de novas tarifas aos produtos do país asiático ao longo de seu segundo mandato iniciado em abril de 2025.
O conflito no Irã, iniciado com uma ofensiva dos EUA no final de fevereiro, impactou os interesses estratégicos da China, maior importadora do petróleo iraniano. O fechamento do Estreito de Ormuz restringiu o fluxo de 20% do petróleo mundial, o que intensificou as tensões entre as duas maiores economias globais e afetou mercados internacionais.
Analistas afirmam que Trump chegou enfraquecido ao encontro com Xi Jinping. Segundo Marco Fernandes, membro do Conselho Popular do Brics, “nunca um presidente dos EUA chegou em uma reunião com um presidente da China tão enfraquecido e desmoralizado como Trump agora”. Até Robert Kagan, identificado como neoconservador, reconheceu a derrota dos EUA ao tentar derrubar o regime iraniano.
Entre os temas centrais do diálogo bilateral está a venda de armas dos EUA para Taiwan, cuja independência política não é reconhecida por Pequim, que defende a doutrina de “uma só China”. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, reafirmou a oposição chinesa à venda de armas para Taiwan.
O Brasil figura neste contexto como possível beneficiário da disputa entre China e EUA, especialmente por possuir a segunda maior reserva mundial de minerais críticos, atrás apenas da China. Especialistas apontam que o país pode utilizar essa posição estratégica para conquistar ganhos políticos e econômicos relevantes.






