Da redação
O presidente da China, Xi Jinping, recebe nesta quinta-feira (14), em Pequim, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir divergências entre os dois países sobre temas como comércio, Irã e Taiwan. O encontro acontece no Grande Salão do Povo, a partir das 10h, no centro da capital chinesa.
Apesar do momento de tensão, Xi Jinping oferecerá um banquete em homenagem a Trump e, na sexta-feira, ambos participarão de chá e almoço conjuntos. Esses gestos simbólicos, porém, não devem eliminar os pontos de desacordo que persistem na relação bilateral. O histórico recente inclui disputas comerciais e restrições mútuas.
Esta é a primeira visita de um presidente americano à China desde 2017, quando Trump foi recebido com pompa, incluindo cerimônia na Cidade Proibida. Após aquele encontro, o republicano impôs tarifas sobre produtos chineses, desencadeando uma guerra comercial, revertida apenas em outubro com um acordo entre os dois líderes.
O futuro das relações comerciais será um dos principais assuntos da agenda, antecedida por negociações entre delegações bilaterais. Trump declarou, antes da viagem, que seria uma cúpula “genial” e afirmou: “Ele foi um amigo meu. Foi alguém com quem nos entendemos”. A delegação americana inclui executivos como Elon Musk, Tim Cook e Jensen Huang.
Outro tema central envolve o Irã. Segundo o governo americano, Trump pretende pressionar a China, importante parceira de Teerã, a atuar para solucionar a crise no Golfo, especialmente por conta do fechamento parcial do Estreito de Ormuz. Xi e os diplomatas chineses, entretanto, pedem por “mais estabilidade” internacional, posição reiterada na véspera da cúpula.
Conforme especialistas, há ceticismo quanto a avanços significativos na redução da rivalidade entre as potências, apesar das negociações comerciais. Outro foco é Taiwan, território considerado parte da China por Pequim, mas apoiado militarmente pelos Estados Unidos, seu principal fornecedor de armas.







