Da redação
A Defesa Civil iniciou nesta quinta-feira, 14 de março, a demolição de cinco casas interditadas de forma definitiva após uma explosão ocorrida durante uma obra da Sabesp no bairro Jaguaré, zona oeste de São Paulo. A medida atende solicitação da Polícia Técnico Científica para facilitar as investigações sobre as causas do acidente.
A demolição dos imóveis foi determinada para possibilitar escavações em busca de provas periciais, fundamentais para a elaboração do laudo técnico que irá esclarecer as circunstâncias da explosão. Até o final da tarde, equipes da Defesa Civil vistoriaram 112 residências na área afetada, sendo que 27 permanecem interditadas e 85 foram liberadas para retorno dos moradores.
Paralelamente, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) mapeou 80 imóveis na região visando realocar famílias que perderam suas casas. Até o momento, 50 famílias foram cadastradas e podem escolher entre transferência imediata para apartamentos da CDHU, compra de imóvel via carta de crédito ou auxílio aluguel.
A Sabesp e a Comgás arcarão com todos os custos da reconstrução dos imóveis e despesas de realocação. Segundo as concessionárias, 232 pessoas foram cadastradas e receberam auxílio emergencial de R$ 5 mil para despesas imediatas, enquanto as famílias desabrigadas foram encaminhadas para hospedagem temporária em hotéis.
O acidente provocou duas mortes. O pintor autônomo Francisco Bondemba da Silva, de 57 anos, faleceu nesta quinta-feira após dias internado em estado grave. Ele foi a segunda vítima fatal, após a morte do segurança Alex Sandro Fernandes Nunes, de 49 anos, que foi sepultado na quarta-feira.
De acordo com informações oficiais, a explosão ocorreu durante obra da Sabesp em área com rede compartilhada da Comgás. Um funcionário terceirizado da Sabesp foi submetido a cirurgia devido a traumatismo craniano e outro morador já recebeu alta hospitalar. A Polícia Civil e o Instituto de Criminalística continuam investigando o caso, enquanto a Sabesp suspendeu temporariamente obras que envolvem compartilhamento de solo com outras concessionárias.






