Da redação
A médica Aleida Guevara, filha de Che Guevara, afirmou em entrevista, durante visita ao Brasil nesta semana, que existe o sentimento em Cuba de que os Estados Unidos podem invadir a ilha a qualquer momento. Segundo ela, a preocupação aumentou devido ao comportamento imprevisível do presidente norte-americano Donald Trump.
De acordo com Aleida Guevara, “sabemos que podem nos atacar a qualquer momento porque são loucos”. Ela afirma esperar que “a loucura não chegue ao extremo e que eles se deem conta do tipo de inimigos que realmente podemos ser”. Em sua declaração, cita Fidel Castro: “Quando um povo enérgico e viril chora, a injustiça treme”.
A médica comentou também sobre os efeitos do endurecimento do bloqueio econômico e energético imposto pelos EUA, que deixou Cuba sem receber petróleo por três meses. Ela avalia que, apesar das dificuldades, a maioria da população cubana segue fiel aos princípios da Revolução de 1959, que estabeleceu o primeiro Estado socialista na América Latina.
Durante sua participação no 4º encontro do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Aleida destacou o apoio do movimento campesino brasileiro a Cuba. Segundo ela, “o campesinato no evento falou sobre socialismo” e considera Cuba “um farol de liberdade e dignidade humanas”, algo que classificou como importante para os cubanos.
Aleida Guevara afirmou que retornaria a Cuba nesta sexta-feira, dia 15, reforçando que a possibilidade de não estar na ilha em caso de ataque a deixaria profundamente abalada. “A pior coisa que poderia me acontecer na vida é meu próprio país ser atacado e eu não estar lá”, declarou.
Com 65 anos, Aleida também abordou temas como a democracia cubana, a solidariedade internacional e a experiência de ser filha de Che Guevara. Ela ressaltou a necessidade de uma reforma agrária profunda no Brasil, afirmando que, sem isso, será difícil resolver problemas ligados à alimentação e à soberania alimentar no país.






