Da redação
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, filiado ao partido Novo e atualmente pré-candidato à Presidência, tornou-se réu em ação penal no Superior Tribunal de Justiça nesta sexta-feira, 15. A denúncia foi apresentada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, em razão da divulgação de vídeos considerados caluniosos.
Segundo o entendimento do Ministério Público Federal, Zema é acusado de calúnia por conta da produção e disseminação de uma série de vídeos criados com auxílio de inteligência artificial. Essas imagens teriam atribuído falsamente fatos considerados ofensivos à honra do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.
Os vídeos, de acordo com a investigação, circularam rapidamente nas redes sociais e geraram ampla repercussão. Os materiais contestados teriam sido publicados durante o mês de abril, período em que Zema já figurava como pré-candidato à Presidência da República para as eleições de 2026.
A iniciativa da ação partiu do procurador-geral da República, Paulo Gonet, principal autoridade do Ministério Público Federal. No pedido formal, Gonet afirmou que há “indícios consistentes de que o ex-governador teria praticado o crime previsto no artigo 138 do Código Penal”.
O Superior Tribunal de Justiça acolheu a denúncia nesta sexta-feira, 15, tornando Zema réu. O processo agora prossegue para a fase de instrução, na qual testemunhas serão ouvidas e provas apresentadas, conforme determina a legislação vigente.
Romeu Zema, empresário e político, governou Minas Gerais de 2019 a 2026 e atualmente segue filiado ao Novo. O caso marca a primeira vez em que ele responde a uma ação penal no Superior Tribunal de Justiça após concluir seu segundo mandato como governador.






