Da redação
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é investigado após áudios divulgados na quarta-feira, 13, pelo site The Intercept, mostrarem pedidos de dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro. Os recursos, cobrados em R$ 134 milhões, teriam como destino um fundo nos Estados Unidos e seriam aplicados no filme Black Horse, sobre Jair Bolsonaro.
A Polícia Federal apura o caminho desse dinheiro, uma vez que não há comprovação de que realmente foi investido na produção do longa. A pré-campanha presidencial de Flávio enfrenta pressões e ataques, tanto da esquerda quanto da própria direita, enquanto partidos governistas acionaram o STF, inclusive com pedido de prisão do senador.
No campo da direita, a principal reação foi do ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo), que gravou vídeo dizendo que a cobrança feita por Flávio a Vorcaro era “imperdoável”. O episódio abalou alianças estaduais entre PL e Novo. Pré-candidatos avaliam entre a lealdade à família Bolsonaro e o impacto eleitoral negativo do caso.
Como alternativa diante da crise, lideranças do PL passaram a discutir internamente o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro para uma eventual candidatura ao Planalto. No entanto, a direção do partido e os filhos do ex-presidente negam que Flávio desistirá da disputa.
O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), também pré-candidato, reagiu com cautela e defendeu união da oposição contra Lula. Caiado avalia que, caso Flávio não resista à pressão, pode conquistar parte do eleitorado associado à família Bolsonaro em uma possível desistência do senador.
Na sexta-feira, 15, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca em endereço do ex-governador Cláudio Castro (PL), investigado por suspeita de fraude no setor de combustíveis. O empresário Ricardo Magro, do grupo Refit, teve prisão preventiva decretada e foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol.






