Início Brasil Executivo chileno é preso em Guarulhos por racismo contra comissário brasileiro

Executivo chileno é preso em Guarulhos por racismo contra comissário brasileiro

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Da redação

O executivo chileno Germán Naranjo Maldini foi detido no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, na sexta-feira (15), após ser acusado de proferir comentários racistas e homofóbicos contra um comissário de bordo durante um voo da Latam, em 10 de maio, de acordo com registros em vídeo e relatos de testemunhas.

Segundo informações apuradas, o episódio ocorreu em um voo com destino a Frankfurt, Alemanha. Maldini teria chamado o comissário de bordo de “preto” e “macaco”, além de imitar o animal, e ainda afirmou que o funcionário tinha “cheiro de negro brasileiro”. Também declarou que “ser gay é um problema” para ele.

O passageiro iniciou as agressões verbais após tentar abrir a porta do avião e ser impedido pela tripulação. O comportamento foi gravado por outro ocupante da aeronave, que registrou as declarações ofensivas e discriminatórias em vídeo, elemento que embasou a comunicação à Polícia Federal.

O comissário notificou as autoridades assim que o voo chegou a Frankfurt. Na volta de Maldini ao Brasil, no dia 15, a Polícia Federal realizou a prisão, e a Justiça Federal decretou sua prisão preventiva. Na audiência de custódia realizada na sexta-feira, o juiz manteve a decisão, encaminhando-o ao Centro de Detenção Provisória de Guarulhos.

Até o momento, não há informações sobre quem responde pela defesa do executivo, nem as alegações apresentadas por Maldini à polícia. A Landes, empresa de alimentos e biotecnologia marinha da qual ele era gerente, informou que o afastou formal e preventivamente das funções, e declarou “condenar de forma categórica e inequívoca” qualquer ato de discriminação.

Em março, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou resolução para endurecer punições contra passageiros que causarem transtornos em voos nacionais. As novas regras entram em vigor em 14 de setembro e preveem multas de até R$ 17,5 mil e possível banimento dos aeroportos brasileiros pelo prazo de doze meses.