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Fazenda eleva projeção de inflação para 4,5% devido a guerra e petróleo

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Da redação

O Ministério da Fazenda elevou de 3,7% para 4,5% a projeção oficial de inflação para 2024, atingindo o teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional. O ajuste, divulgado nesta segunda-feira pela Secretaria de Política Econômica, se deve, segundo o governo, aos impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços internacionais do petróleo.

A elevação consta no Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica, usado como base para o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, previsto para ser enviado ao Congresso na próxima sexta-feira. O relatório orienta a execução do Orçamento federal, indicando possíveis bloqueios e contingenciamentos para cumprir as metas fiscais.

A equipe econômica destacou que a principal pressão inflacionária resulta da alta do petróleo, que superou US$ 110 por barril em meio às tensões no Golfo Pérsico. “A perspectiva de maior inflação no ano reflete, principalmente, desdobramentos do conflito no Oriente Médio sobre os preços do petróleo e seus derivados”, afirmou a Secretaria de Política Econômica no relatório.

Segundo o governo, parte desses efeitos poderá ser amenizada por um real mais valorizado e por medidas para reduzir o repasse dos preços dos combustíveis ao consumidor. “Parte do impacto do choque nos preços do petróleo será contrabalanceada pelos efeitos do real mais apreciado, e por medidas mitigatórias adotadas pelo Governo Federal”, pontuou o documento.

Mesmo com o cenário inflacionário adverso, o Ministério da Fazenda manteve em 2,3% a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto para este ano e, para 2027, a estimativa também permanece em 2,6%. O mercado, segundo o boletim Focus, projeta inflação de 4,92% e crescimento econômico de 1,85% em 2024.

A valorização do petróleo pode resultar em aumento de R$ 8,5 bilhões por mês na arrecadação federal, de acordo com a Secretaria de Política Econômica. Esse cálculo considera receitas com royalties, dividendos, IRPJ, CSLL e Imposto de Exportação do setor petrolífero, contribuindo para o ajuste fiscal em curso, conforme afirmou a SPE.