Da redação
A coleta seletiva inclusiva realizada por cooperativas de catadores alcançou uma década de atuação no Distrito Federal, desde o início dos contratos firmados em maio de 2016 pelo Serviço de Limpeza Urbana. Atualmente, 31 cooperativas participam do serviço, visando ampliar a reciclagem, inclusão social e preservação ambiental.
Conforme o SLU, o projeto teve início com quatro cooperativas e associações, expandindo progressivamente tanto em quantidade quanto em estrutura. O órgão financia os custos operacionais, garantindo equipes, motoristas, uniformes, equipamentos de proteção, máquinas e veículos para o pleno funcionamento das cooperativas envolvidas.
O diretor-presidente do SLU, Luiz Felipe Carvalho, enfatizou que a iniciativa promove integração entre gestão eficiente de resíduos, proteção ao meio ambiente e inclusão social. Para Luiz Felipe, “valorizar o trabalho dos catadores é fundamental para fortalecer essa política pública, que traz benefícios ambientais, sociais e econômicos.”
Entre as estratégias do modelo inclusivo, destaca-se a atuação direta dos catadores junto à comunidade, orientando sobre o descarte correto do lixo. Essa mobilização contribui para a melhoria da qualidade do material coletado e eleva o índice de aproveitamento dos recicláveis recolhidos.
No ano de 2025, as cooperativas recolheram 11,5 mil toneladas de recicláveis em 25 regiões administrativas. Destas, mais de 10 mil toneladas foram triadas e vendidas, gerando um índice de aproveitamento de 89%. No Distrito Federal, incluindo empresas, o aproveitamento geral da coleta seletiva é de aproximadamente 45%.
Maria D’Ajuda Santos, catadora da cooperativa R3 em Santa Maria, relatou que a atuação na cooperativa proporcionou dignidade, autonomia e melhores condições de trabalho e renda. O SLU projeta expandir o serviço, buscando aumentar a participação dos catadores e estender a coleta seletiva a outras regiões do Distrito Federal.






