Da redação
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, cancelou nesta quarta-feira (20) a votação da indicação do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao cargo de corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para o período de 2026 a 2028. O adiamento ocorreu no plenário por decisão do presidente.
Entre os 67 senadores presentes, apenas 59 registraram voto. Davi Alcolumbre optou por interromper o processo, justificando a decisão pelo número insuficiente de votos computados para alcançar a maioria absoluta exigida pela legislação, ou seja, 41 votos favoráveis para aprovação do nome indicado ao CNJ.
O anúncio do cancelamento foi feito durante a sessão após senadores, como Omar Aziz (PSD-AM) e Weverton (PDT-MA), manifestarem apoio à postergação. “A posse do novo corregedor ocorrerá em 3 de setembro. Portanto, como temos muito prazo, eu determino o cancelamento da votação”, declarou Alcolumbre ao plenário.
Durante a discussão, declarações favoráveis e contrárias mobilizaram os parlamentares. Otto Alencar (PSD-BA) apoiou Benedito Gonçalves, enquanto Marcos do Val (Avante-ES) afirmou publicamente seu voto contrário. Senadores da oposição pediram que a votação fosse concluída com os 59 votos, mas não foram atendidos.
Mais cedo, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) havia aprovado a indicação de Benedito Gonçalves, com 21 votos favoráveis e 5 contrários, seguindo em regime de urgência para o plenário. O relator da indicação foi o senador Cid Gomes (PSB-CE) e a proposta é de iniciativa do STJ.
Benedito Gonçalves tem mestrado, especialização e é formado em direito. Antes de ingressar na magistratura, atuou como inspetor de alunos no Rio de Janeiro, papiloscopista da Polícia Federal e delegado no Distrito Federal. Tornou-se juiz federal em 1988, desembargador em 1998 e ministro do STJ em 2008.






