Da redação
Manifestantes se reuniram na manhã desta quarta-feira (20), no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, para protestar contra a escala de trabalho 6×1. O grupo exigiu o fim dessa jornada e buscou chamar atenção para as condições de trabalho na categoria.
A manifestação contou com representantes da Federação dos Trabalhadores em Serviços, Asseio e Conservação Ambiental, Urbana e Áreas Verdes no Estado de São Paulo (Femaco), do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Prestadoras de Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo do Estado de São Paulo (Sinteata), da Federação Nacional dos Trabalhadores em Serviços, Asseio e Conservação, Limpeza Urbana, Ambiental e Áreas Verdes (Fenascon) e do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo (Siemaco-SP).
Segundo os organizadores, a mobilização teve o objetivo de denunciar jornadas consideradas exaustivas, além de cobrar mudanças nas relações de trabalho. Os participantes utilizaram faixas, cartazes e batuques enquanto percorriam o saguão do terminal, entoando o grito “Fim da 6×1”.
Cristiano Rodrigo, presidente do Sinteata, afirmou que a mobilização pelo fim da escala 6×1 “vai muito além de uma reivindicação sindical”, estando relacionada à saúde física, saúde mental, convivência familiar e dignidade humana dos trabalhadores.
Paulo Henrique Oliveira, diretor da Fenascon, declarou que “a 6×1 é uma jornada que prejudica muito o trabalhador em sua essência, porque ele não consegue ter tempo para a sua família e para si. Isso desumaniza toda a cadeia produtiva”.
Além da reivindicação pelo término da jornada 6×1, os manifestantes também defenderam a aprovação do projeto de lei 4146/2020, que tramita no Congresso Nacional e trata da regulamentação da profissão de trabalhadores da limpeza urbana e garis.






