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Itamaraty convoca chefe da embaixada de Israel após vídeo de ativistas amarrados

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Da redação

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil convocou nesta quinta-feira (21) a chefe da embaixada de Israel, Rasha Athamni, em Brasília. O objetivo foi cobrar explicações sobre um vídeo divulgado pelo ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, que mostra ativistas com as mãos amarradas e testas no chão no Mediterrâneo.

A gravação, publicada por Ben-Gvir, mostra o tratamento dado a estrangeiros integrantes de uma flotilha com destino à Faixa de Gaza, incluindo quatro brasileiros. As embarcações foram interceptadas por forças israelenses em águas internacionais, gerando críticas de diversos países quanto à conduta adotada pelo governo de Israel.

Em nota, o Itamaraty afirmou que considera o tratamento divulgado no vídeo “degradante” e denunciou a interceptação das embarcações e a detenção dos ativistas como “ações ilegais”. O governo brasileiro exigiu a libertação imediata de todos os detidos, incluindo os quatro cidadãos nacionais, e pediu respeito pleno a seus direitos e dignidade.

Rasha Athamni está à frente da embaixada de Israel no Brasil desde outubro de 2025, atuando como encarregada de negócios, pois o país não conta com embaixador desde o fim da missão de Daniel Zonshine. O diplomata Gali Dagan foi designado para o posto, mas não obteve aprovação do governo brasileiro, refletindo as tensões diplomáticas entre os países.

Israel deportou todos os cerca de 430 ativistas estrangeiros da flotilha após detê-los. Os brasileiros identificados no grupo são Beatriz Moreira, Ariadne Teles, Thainara Rogério e Cássio Pelegrini, que foram retirados das embarcações juntamente com os demais integrantes e ficaram sob custódia antes da deportação.

A repercussão internacional foi expressiva, com Reino Unido, Polônia, Itália, Estados Unidos, França, Bélgica, Canadá, Coreia do Sul, Espanha, Irlanda e Turquia manifestando críticas ao tratamento dispensado. Representantes da UE também discutiram possíveis sanções, e diplomatas americanos afirmaram que o episódio “traiu a dignidade” de Israel.