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Lula pede a governador interino do RJ ação firme contra milícias e corrupção

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Da redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou neste sábado, 23, durante evento na Fiocruz, no Rio de Janeiro, atuação firme do governador em exercício Ricardo Couto contra milícias e o crime organizado no estado. A declaração ocorreu na cerimônia de inauguração das novas instalações do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS).

Durante o discurso, Lula chamou Couto ao palco e afirmou: “Trabalho para prender todos os ladrões que governaram esse estado e deputados que fazem parte de uma milícia organizada”. O governador interino assumiu o cargo após a renúncia de Cláudio Castro, que deixou o governo para se candidatar ao Senado.

A gestão de Ricardo Couto passou a apurar atos da administração Cláudio Castro e promover auditorias questionadas por integrantes do PL. O ex-governador foi alvo de operação da Polícia Federal que investiga o possível uso da máquina pública estadual para facilitar crimes ligados à Refit.

Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, está à frente do Palácio Guanabara desde 24 de março, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O STF ainda não definiu como será escolhido o novo governador-tampão até o término do mandato. A Alerj, em 14 de abril, chegou a eleger Douglas Ruas como presidente do Legislativo.

Ao apresentar Couto, Lula enfatizou que o governador interino não veio da política eleitoral. “Não é possível esse Estado poderoso, pujante, ser governado por miliciano. Não é possível. O povo do Rio não merece isso”, afirmou, demonstrando expectativa de que Couto “ajude a consertar esse estado” e “faça o que muita gente não fez em dez anos”.

Lula também prometeu apoio federal a Couto, destacando o plano “Brasil Contra o Crime Organizado”, lançado neste mês, que destina R$ 11 bilhões para ações de segurança pública. O programa possui quatro eixos: combate ao tráfico de armas, asfixia financeira de facções, qualificação de investigações e fortalecimento do sistema prisional, conforme o Ministério da Justiça.