Da redação
A bancada do PT na Câmara dos Deputados protocolou nesta segunda-feira, 27, pedidos à Procuradoria-Geral da República e ao Conselho de Ética para que investiguem o deputado federal Mario Frias (PL-SP). A solicitação foi motivada por denúncias de suposta prática de “rachadinha” envolvendo o parlamentar em seu gabinete.
As denúncias vieram à tona após o portal g1 divulgar comprovantes de transferências bancárias e pagamentos realizados por uma ex-assessora de Mario Frias. Segundo as informações, os documentos apresentados indicariam repasses diretos feitos ao deputado, levantando questionamentos sobre irregularidades na destinação de salários de servidores.
O PT argumenta que as evidências são suficientes para a abertura de investigação formal tanto na esfera criminal quanto ética-administrativa. “É preciso que as instituições apurem com rigor qualquer indício de irregularidade envolvendo agentes públicos”, afirmou um dos deputados da bancada. O partido defende que a atuação do parlamentar deve ser esclarecida.
O encaminhamento ao Conselho de Ética pede apuração sobre possível violação do código de conduta parlamentar. Os parlamentares que assinam a representação destacam a necessidade de preservar a confiança nas instituições e buscam uma resposta rápida dos órgãos de controle envolvidos no caso.
Na Procuradoria-Geral da República, o pedido aponta o suposto envolvimento de Frias em práticas vedadas pela legislação, solicitando abertura de inquérito. Até o momento, o deputado Mario Frias não se pronunciou oficialmente sobre as denúncias publicadas ou o início das investigações requeridas pelo PT.
A “rachadinha” refere-se à suposta devolução de parte dos salários de assessores a parlamentares, prática vedada por lei. Outros casos semelhantes já foram investigados previamente no Congresso. Mario Frias exerceu o mandato de deputado federal por São Paulo a partir de fevereiro de 2023.






