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Jairinho e Monique são julgados hoje pela morte de Henry Borel no Rio

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Da redação

O julgamento do caso Henry Borel tem início nesta segunda-feira, 25 de março, às 9h, no Rio de Janeiro. Serão julgados o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e Monique Medeiros, mãe de Henry, cinco anos após a morte do menino, ocorrida em março de 2021.

A defesa de Monique, representada pelo advogado Hugo Novais, declarou: “Monique é inocente e será absolvida”. O defensor comparou o caso ao de Ângela Diniz e disse que o julgamento “será uma mudança de paradigma social”. Por outro lado, Rodrigo Faucz, advogado de Jairinho, afirmou esperar um julgamento “baseado exclusivamente nas provas do processo”.

Na semana anterior ao júri, o Superior Tribunal de Justiça negou por unanimidade um recurso da defesa do ex-vereador para anular um laudo pericial. Poucos dias antes, a 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio rejeitou outro pedido para suspender o julgamento, considerando que não havia ilegalidade no procedimento.

O júri ocorre após a primeira tentativa de julgamento, em março deste ano, ser interrompida devido ao abandono do plenário pelos advogados de Jairinho. Na ocasião, foi determinado que um defensor público esteja de prontidão. Posteriormente, a prisão de Monique foi restabelecida por decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF.

Segundo a denúncia, Henry morreu na madrugada de 8 de março de 2021, no apartamento onde morava com a mãe e Jairinho, na Barra da Tijuca. A acusação sustenta que o ex-vereador causou lesões fatais e que Monique teria se omitido diante da violência, contribuindo para a consumação do crime.

Investigações registraram ao menos três episódios de supostas agressões contra Henry antes de sua morte, embasadas em mensagens trocadas entre a babá e o noivo. Em depoimento, a profissional relatou situações em que a criança demonstrava medo do padrasto e mencionou episódios em que se queixava de dores após interações com Jairinho.

Jairinho responde por homicídio qualificado, com uso de meio cruel, agravante por a vítima ser menor de 14 anos, além de três episódios de tortura e coação no processo. Monique responde por homicídio qualificado por omissão, motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima, tortura e coação.