Início Distrito Federal GDF projeta superávit de R$ 2 bilhões em 2026 após déficit inicial

GDF projeta superávit de R$ 2 bilhões em 2026 após déficit inicial


Da redação

O Governo do Distrito Federal registrou arrecadação de R$ 13,4 bilhões e despesas empenhadas de R$ 15,3 bilhões no primeiro quadrimestre de 2026, resultando em déficit orçamentário de R$ 1,9 bilhão. Apesar disso, a Secretaria de Economia projeta superávit de R$ 2 bilhões até o fim de 2026 devido a medidas de contenção de gastos.

As informações foram detalhadas nesta quarta-feira, 27, em audiência na Câmara Legislativa do DF, durante a apresentação do relatório fiscal referente a janeiro a abril de 2026. O secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, destacou que o resultado primário nominal superou a previsão inicial, fechando com superávit de R$ 862 milhões.

Na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças, gestores afirmaram que a meta da Lei de Diretrizes Orçamentárias previa déficit primário de R$ 1,5 bilhão, porém o indicador foi positivo em R$ 373 milhões. Segundo o secretário-executivo da Fazenda, Clidiomar Soares, as receitas no período cresceram 10,35% em relação a 2025, saltando de R$ 12,2 bilhões para R$ 13,4 bilhões.

Conforme integrantes da Secretaria de Economia, a principal preocupação está nos gastos. O secretário-executivo Ailton Ferreira Cavalcante afirmou que, sem ajustes, o déficit poderia atingir R$ 5 bilhões. O subsecretário do Tesouro, José Luiz Marques Barreto, ressaltou o impacto da política fiscal eficiente, enquanto Marcelo Alvim, secretário adjunto, destacou que as receitas superaram despesas pela primeira vez em 30 meses.

A Secretaria de Economia informou ainda que os investimentos em educação e saúde representam cerca de 21% até abril, abaixo do exigido constitucionalmente. Foram aplicados R$ 1,14 bilhão em saúde e índice de 21,75% na educação, ambos com possibilidade de ajuste até dezembro.

A dívida corrente líquida ficou em 13,22%, bem abaixo do limite estabelecido pelo Senado, enquanto despesas com pessoal representam 40,45% da receita corrente líquida, ante limite de 46,55%. Entre receitas, o ICMS somou R$ 4,5 bilhões, seguido pelo Imposto de Renda (20,31%) e ISS (14,06%). Transferências da União pelo SUS atingiram R$ 556 milhões.