Da redação
O Botafogo prepara uma assembleia do Conselho Deliberativo para os próximos dias, com o objetivo de votar a entrada de um novo controlador na SAF do clube. A decisão será tomada no Rio de Janeiro, entre segunda e terça-feira, como resposta a meses de instabilidade financeira e política envolvendo a atual gestão da Eagle Football.
A GDA Luma aparece como favorita para assumir o comando, após agravar-se a crise nos bastidores alvinegros. O grupo já possui vínculo financeiro com o Botafogo e ganhou força devido à urgência em encontrar soluções para os problemas de caixa, a crescente insatisfação interna e a desconfiança da torcida diante das dificuldades administrativas.
O processo de mudança ocorre em ambiente delicado. Nos últimos meses, a SAF do Botafogo enfrentou atrasos, dependência de empréstimos e desacertos operacionais. Em fevereiro, a GDA Luma concedeu empréstimo de 25 milhões de dólares ao clube, usado para quitar dívidas que geraram transfer ban da Fifa em função da contratação de Thiago Almada junto ao Atlanta United.
A relação entre o Botafogo social e a Eagle Football deteriorou ainda mais, com disputas judiciais e divergências sobre a conduta da gestão. Segundo apurado, a diretoria propõe um novo modelo para a chegada da GDA Luma, prevendo cláusulas para limitar a concentração de decisões fora do modelo associativo, por receio de repetir desgastes recentes.
O resultado da votação afetará diretamente o planejamento esportivo e financeiro. A diretoria tenta restabelecer credibilidade junto a investidores e atletas. A entrada do novo grupo é vista internamente como chance para destravar negociações, aliviar pendências e reduzir riscos de punições.
A GDA Luma atua na reestruturação de empresas em crise e entende que o Botafogo possui potencial de crescimento em receitas e mercado internacional. A expectativa é que a aprovação do novo investidor inicie um período de renegociação de dívidas e estabilização gradual, embora o clube siga sob pressão por resultados e reconstrução institucional.




