Da redação
Empresas com faturamento anual acima de R$ 4,8 milhões em Goiás deverão, a partir da próxima segunda-feira, 1º de junho, integrar seus meios de pagamento à emissão de documentos fiscais. A medida vale para todos os setores econômicos nessa faixa de receita e atinge cerca de 11 mil estabelecimentos no estado.
A integração conecta automaticamente operações feitas com cartão de crédito, débito, Pix e outros meios eletrônicos ao sistema de emissão da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e da Nota Fiscal do Consumidor Eletrônica (NFC-e), conforme exigência estabelecida pelo governo estadual. Assim, as informações capturadas nos aparelhos de pagamento passam a ser enviadas diretamente para o sistema fiscal da empresa.
Com a nova regra, o objetivo é aumentar o controle sobre transações comerciais realizadas digitalmente e diminuir riscos de fraudes, além de adaptar as empresas para as alterações trazidas pela Reforma Tributária. Segundo a Secretaria da Economia, essa integração também facilita a correta emissão dos documentos fiscais.
De acordo com informações do órgão, o prazo para que as empresas se adaptassem foi prorrogado duas vezes. Inicialmente prevista para 1º de março, a obrigatoriedade foi transferida para 1º de junho de 2026, proporcionando mais tempo para as adequações necessárias por parte do setor empresarial.
A implementação da integração começou em novembro de 2025, abrangendo inicialmente supermercados, hipermercados, postos de combustíveis e farmácias com receita anual acima de R$ 4,8 milhões. Agora, a exigência avança para os demais segmentos econômicos dentro desse patamar de faturamento, com as próximas etapas previstas ao longo de 2026.
Os prazos futuros incluem 1º de setembro de 2026 para Empresas de Pequeno Porte (EPP), com receita anual entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões, e 1º de dezembro de 2026 para microempresas de todos os segmentos, com receita anual até R$ 360 mil. Microempreendedores Individuais (MEI) estão dispensados da integração.





