Da redação
O mercado financeiro fechou dividido entre a cautela causada pelas novas tarifas comerciais estabelecidas pelos Estados Unidos e os desdobramentos da guerra no Oriente Médio. O dólar encerrou o pregão praticamente estável, cotado a R$ 5,081, enquanto o Ibovespa recuou 1,52%, aos 174.041 pontos, pressionado pela queda nas cotações do petróleo.
Segundo informações do mercado, as tarifas de 10% a 12,5% impostas pelos Estados Unidos a 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil, contribuíram para a instabilidade. Investidores ainda acompanharam notícias sobre a articulação diplomática entre Washington e Teerã, mediada por Paquistão e China, elevando expectativas de redução de tensões.
O real apresentou desempenho superior ao de outras moedas emergentes, sustentado pelo Brasil ser exportador líquido de petróleo e pela diferença de juros favorável em relação aos Estados Unidos. O índice DXY, referência para o dólar diante de moedas fortes, permaneceu praticamente estável ao fim do dia.
No setor de petróleo, o barril do tipo Brent recuou 3,88% no pregão, encerrando a US$ 96,78, enquanto o WTI caiu 3,12%, para US$ 89,31. Apesar do recuo do petróleo no dia, o acumulado da semana mostrou alta próxima de 10% para o Brent e de 8% para o WTI.





