Início Brasil Lewandowski diz que rotular PCC e CV como terroristas pode afastar investidores

Lewandowski diz que rotular PCC e CV como terroristas pode afastar investidores


Da redação

Os Estados Unidos decidiram classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas nesta semana, segundo anúncio do Departamento de Estado. A medida pode ter impacto direto sobre o ambiente de negócios no Brasil, de acordo com avaliação feita pelo ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski.

Lewandowski afirmou que a decisão norte-americana tem potencial para aumentar os custos operacionais de empresas estrangeiras atuando no país. Segundo ele, o novo status atribuído aos dois grupos criminais pode também afastar investidores internacionais, preocupando o setor financeiro e econômico brasileiro quanto à percepção de risco.

O ex-ministro destacou que a classificação aumenta a preocupação com cumprimento de normas internacionais, sobretudo no que se refere à prevenção de lavagem de dinheiro e ao combate ao financiamento do terrorismo. Lewandowski enfatizou que “as consequências podem ser sentidas tanto em transações comerciais quanto no fluxo de capitais”.

Empresas estrangeiras podem ser obrigadas a revisar protocolos internos e a reforçar processos de due diligence para evitar eventuais sanções, conforme explicou Lewandowski. Ele alertou que ampliação do escrutínio internacional sobre as operações brasileiras pode resultar em maior burocratização e intensificação de controles nos negócios com o país.

Além do impacto econômico, a análise de Lewandowski sugere que a medida pode elevar a pressão sobre autoridades brasileiras para responder a controles adicionais impostos por órgãos internacionais. Ainda não houve manifestações oficiais do governo brasileiro a respeito das possíveis repercussões no mercado nacional.

O Departamento de Estado dos EUA anunciou a medida baseando-se em suas avaliações de combate ao crime organizado transnacional. PCC e CV são investigados por autoridades brasileiras por participação em diferentes crimes, incluindo tráfico internacional de drogas e outros delitos associados ao crime organizado.