Início Celebridades Margareth Menezes diz que Tela Brasil foi lançada sem produtora fictícia

Margareth Menezes diz que Tela Brasil foi lançada sem produtora fictícia


Da redação

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, afirmou neste sábado, 30 de maio, durante o lançamento da Plataforma Tela Brasil, que não houve necessidade de “inventar uma produtora” para o evento, em referência ao contexto envolvendo a Go Up Entertainment. O lançamento ocorreu em Brasília e reuniu integrantes do setor cultural.

A declaração da ministra ocorreu após questionamentos sobre o financiamento da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme Dark Horse, que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Menezes destacou estar satisfeita em liderar a pasta: “Estou muito feliz neste momento, extremamente grata por estar à frente do Ministério da Cultura, com uma equipe fantástica.”

Segundo a ministra, não há necessidade de criar produtoras fictícias para promover ações culturais. Ela afirmou: “Não precisamos inventar produtoras falsas para sermos quem somos”, enfatizando a transparência das ações do ministério. A declaração foi feita diante do avanço das discussões em torno da origem dos recursos do filme citado.

A Go Up Entertainment declarou que não recebeu “nenhum centavo do sr. Daniel Vorcaro”, informação que difere da versão apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência pelo PL-RJ. Flávio admitiu ter mantido diálogo com Vorcaro, alegando buscar “patrocínio privado para um filme privado” sobre o ex-presidente.

Uma reportagem do The Intercept Brasil apontou que existiram conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master, sobre possíveis recursos para o filme. As mensagens reveladas indicariam que houve tratativas relacionadas ao financiamento da produção audiovisual.

O filme Dark Horse, temático sobre a trajetória de Jair Bolsonaro, passou a ser alvo de questionamentos após a divulgação das conversas. A Go Up Entertainment segue afirmando que toda a produção se deu sem recursos provenientes de Daniel Vorcaro, informação central nas investigações sobre o financiamento.