Da redação
O ex-governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), afirmou estar pronto para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados em 2024, após quase 12 anos fora de mandatos eletivos. Em entrevista, ele avaliou seu período à frente do GDF, ressaltou investimentos na saúde e criticou medidas de sucessores que, segundo ele, afetaram serviços públicos.
Agnelo destacou sua trajetória política, que inclui três mandatos como deputado federal, atuação como ministro do Esporte no governo Lula e a experiência no Executivo local. Ele disse que seu governo reestruturou o sistema de saúde ao contratar 16 mil servidores por concurso público, criar 12 clínicas da família e unidades de pronto atendimento (UPAs) no DF, além de reformar centros de saúde e hospitais.
O ex-governador avaliou de forma crítica as mudanças administrativas posteriores, como a transferência do Hospital de Base para uma Organização Social, apontando isso como fator que impactou negativamente a assistência à população. Agnelo relatou casos recentes de pacientes do DF que buscaram atendimento em outros estados, o que, segundo ele, “nunca havia acontecido na história do Distrito Federal”.
Sobre o funcionalismo público, afirmou ter contratado 36 mil servidores em diversas áreas e criado carreiras e planos salariais. Questionado sobre o processo judicial relacionado a reajustes de servidores, Agnelo declarou: “Fui processado por ter dado aumento salarial, mas ganhei todos os processos. Os servidores têm direito e vou lutar por isso”.
Em relação ao Estádio Nacional Mané Garrincha, cuja construção gerou críticas pelo custo, Agnelo afirmou que a arena valorizou o patrimônio público, impulsionou eventos culturais e esportivos na cidade e não deixou dívidas. Ele ressaltou que venceu judicialmente todas as ações envolvendo a obra: “Está provado que não houve nenhuma irregularidade”.
Durante seu mandato, Agnelo afirma ter executado políticas marcantes, como a criação de 147 creches públicas em tempo integral, renovação da frota de ônibus do DF e a implantação de parques e políticas de resíduos sólidos. Ao final de sua gestão, entregou 25 mil unidades habitacionais e diz ter deixado 75 mil contratadas, além de recursos para projetos de mobilidade urbana como BRTs.





