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Governo avalia que Trump pode não manter classificação de PCC e CV como terroristas


Da redação

O governo brasileiro reagiu com cautela à decisão do Departamento de Estado dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A medida, anunciada na semana passada, surpreendeu Brasília e levou o presidente Lula a adotar ações diplomáticas e administrativas desde então.

Segundo membros do governo, a hipótese de que a decisão permaneça restrita ao secretário Marco Rubio não foi descartada, o que poderia diminuir seu impacto prático. Interlocutores de Lula indicam que um contato direto entre o presidente brasileiro e Donald Trump está sendo considerado e pode ocorrer a qualquer momento.

De acordo com relatos, Lula estabeleceu uma linha de comunicação direta com Trump e, nos últimos dias, o governo avaliou que “essa bomba para a economia brasileira pode ser desarmada”, assim como outras questões negociadas, como as tarifas impostas aos produtos nacionais.

Antes de avançar com conversas internacionais, Lula solicitou ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, um levantamento detalhado sobre os possíveis impactos econômicos da classificação. O presidente reuniu, na noite de segunda-feira, 1º, Durigan e outros ministros no Palácio da Alvorada para discutir alternativas e estratégias em resposta à medida norte-americana.

Além de Durigan, participaram da reunião Miriam Belchior, ministra da Casa Civil, e Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência. A interlocução interna buscou alinhar respostas do governo enquanto se avança em tentativas de diálogo externo.

O governo também interpretou a nomeação de Daniel Perez, deputado estadual da Flórida, como novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil como um indicativo de interesse pela continuidade das relações diplomáticas. A indicação, feita por Trump, depende da aprovação do Senado americano e o atual cargo segue ocupado por Gabriel Escobar.