Da redação
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) questionou nesta segunda-feira, 1º de julho, a atuação da Polícia Civil de São Paulo na operação contra a produtora Go UP Entertainment e a Prefeitura de São Paulo. O parlamentar sugeriu que a ação pode ter viés eleitoral, segundo suas declarações feitas em Belo Horizonte.
Durante evento do agronegócio, Flávio afirmou confiar plenamente na gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e desconfiar da conduta de uma parte da Polícia Civil, vinculada ao governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo ele, espera que não se trate de perseguição estatal para influenciar as eleições e colocou em dúvida o objetivo da operação.
O senador declarou: “Não quero crer que uma parte da polícia esteja sendo usada para fins eleitoreiros. E usar uma operação como essa não para ver se teve algum problema nesse contrato de wi-fi, mas para tentar, por uma via transversa, uma chamada ‘pescaria probatória’, tentar encontrar alguma coisa que vá contra o filme do presidente Bolsonaro”.
A Polícia Civil paulista realizou buscas em endereços ligados à produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, assim como na Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia. A operação investiga possíveis irregularidades e desvios em contrato municipal de R$ 108 milhões com o Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Ferreira da Gama, firmado para fornecimento de wi-fi em comunidades.
Ricardo Nunes também disse suspeitar de motivação política na operação, reafirmando a regularidade das ações da prefeitura. Outros pré-candidatos à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), preferiram não comentar o caso, declarando que o tema não faz parte da pauta ou que desconhecem a operação.
Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após requerimento do Ministério Público, apurando indícios de fraude e pagamentos sem prestação de serviços. Elementos de inteligência apontam suspeitas de envio irregular de recursos públicos do programa WiFi Livre SP para a produtora do filme. No contrato, cada ponto de wi-fi custava R$ 1.800, valor superior ao oferecido por empresas públicas municipais.







