Da redação
O mercado financeiro brasileiro registrou movimentos opostos nesta segunda-feira, 1º de junho. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores, caiu 0,91% e fechou aos 172.197 pontos, enquanto o dólar recuou 0,39% para R$ 5,023. As oscilações ocorreram em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio.
O Ibovespa atingiu o menor patamar desde 21 de janeiro após o índice registrar seu quinto pregão consecutivo de perdas. Durante o dia, chegou a recuar mais de 1%. O ambiente de cautela se intensificou diante do agravamento da crise geopolítica entre Irã, Israel e Estados Unidos.
A instabilidade internacional levou investidores a buscar ativos considerados mais seguros, reduzindo o interesse por mercados emergentes como o brasileiro. As ações de mineradoras e bancos puxaram a queda da bolsa. Na contramão, os papéis da Petrobras avançaram devido à alta nos preços do petróleo.
No mercado de câmbio, o dólar encerrou o dia em baixa apesar do aumento da aversão ao risco global. De acordo com dados apurados, o dólar acumula desvalorização de 8,5% frente ao real em 2026. A forte valorização do petróleo beneficiou o real, já que o Brasil é exportador da commodity.
No exterior, o índice DXY, que mede o valor do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, operou em alta. Segundo analistas, mesmo com esse avanço global da moeda norte-americana, fatores internos contribuíram para o fortalecimento do real.
Os preços internacionais do petróleo dispararam após Teerã suspender negociações indiretas com os Estados Unidos e considerar medidas para bloquear o Estreito de Ormuz. O Brent fechou a US$ 94,98, alta de 4,2%, enquanto o WTI terminou o dia cotado a US$ 92,16, aumento de 5,5%.







