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Acnur pede apoio internacional para 1,2 milhão de refugiados Rohingya no Bangladesh


Da redação

A Agência da ONU para Refugiados, Acnur, pediu nesta segunda-feira que a comunidade internacional não esqueça os 1,2 milhão de rohingyas refugiados no Bangladesh. O apelo acontece enquanto se completam nove anos das grandes ondas de deslocamento forçado do grupo minoritário muçulmano do estado de Rakhine, em Mianmar, para o país vizinho.

Desde o fim da década de 1970, o Bangladesh recebeu sucessivas levas de rohingyas obrigados a fugir de Mianmar. O maior fluxo ocorreu em agosto de 2017, quando aproximadamente 750 mil pessoas atravessaram a fronteira após episódios de violência extrema envolvendo forças militares. Esse deslocamento provocou uma crise humanitária de grandes proporções.

Acnur destacou que o contexto internacional de crescente instabilidade e aumento das demandas humanitárias resulta em escolhas difíceis, ameaçando serviços essenciais para populações vulneráveis. O financiamento internacional tem viabilizado avanços em educação, saúde e proteção, mas as necessidades ainda são significativas, segundo a agência.

Mulheres, meninas, pessoas com deficiência, idosos e cerca de 150 mil rohingyas que chegaram desde o início de 2024 enfrentam riscos ainda maiores. Segundo alertou a Acnur, a continuidade do apoio internacional é vital. “Sem a solidariedade internacional, a situação dessas famílias corre o risco de deteriorar-se”, alertou o órgão.

Em 2025, quase 900 refugiados rohingyas desapareceram ou morreram ao tentar atravessar o Mar de Andamão ou o Golfo de Bengala, segundo a agência. No último mês, a ONU e parceiros solicitaram US$ 710,5 milhões para suprir as necessidades mais urgentes dos refugiados e das comunidades locais em Bangladesh, valor que teve apenas 60% do financiamento garantido.

Conforme a Acnur, manter apenas o atendimento mínimo pode gerar consequências mais graves e custosas, e por isso a comunidade internacional deve reforçar a solidariedade. A agência também pede a renovação de esforços para garantir o retorno voluntário, seguro e digno dos rohingyas a Mianmar.