Início Economia Microempreendedoras vítimas de violência terão carência ampliada em crédito do Fungetur

Microempreendedoras vítimas de violência terão carência ampliada em crédito do Fungetur


Da redação

Microempresárias do setor de turismo que se declaram vítimas de violência doméstica ou de gênero poderão pedir a suspensão temporária dos pagamentos de financiamentos obtidos pelo Fundo Geral de Turismo (Fungetur) e a ampliação dos prazos de carência. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 4, em João Pessoa (PB), pelo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.

O Fungetur foi criado para apoiar financeiramente empreendimentos turísticos e políticas públicas do setor. Conforme divulgado pelo Ministério do Turismo, as novas regras buscam oferecer proteção e suporte econômico para microempreendedoras que enfrentam situações de violência, visando garantir estabilidade para que essas mulheres possam preservar seus negócios.

“O objetivo é permitir que as mulheres contem com carência maior nos financiamentos do Fungetur, dando estabilidade para preservar seus negócios e voltar a arcar com as parcelas após o período de dificuldade”, afirmou Gustavo Feliciano durante o Fórum Internacional de Mulheres no Turismo. A medida alcança tanto novos financiamentos quanto contratos já em fase de amortização.

Com a alteração, além da suspensão temporária dos pagamentos por até seis meses, o prazo de amortização para investimentos em capital fixo passa de 240 para 246 meses, com carência estendida de 60 para 66 meses. Para o financiamento de bens, o prazo de amortização será de 126 meses e a carência será de 54 meses.

Nas operações de capital de giro isolado, o limite de amortização também alcançará 126 meses, com carência ampliada de 24 para 30 meses. Para receber o benefício, a solicitante deverá comprovar que é vítima de violência física, sexual, psicológica, moral ou patrimonial, conforme previsto na Lei Maria da Penha, mediante apresentação de documentos oficiais.

Segundo o Ministério do Turismo, a ação representa uma medida de salvaguarda para o mercado de trabalho. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontam mais de um milhão de atendimentos anuais relacionados à violência de gênero no Brasil. O ministério estima ainda que mais de 10 milhões de mulheres estejam à frente de negócios no país.