Da redação
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, criticou nesta quinta-feira, 4, o apoio dos Estados Unidos ao candidato de extrema direita Abelardo de la Espriella no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para o próximo dia 21 no país. Segundo Petro, os “aliados” dos EUA na Colômbia são “genocidas” e “narcotraficantes”.
Na entrevista concedida na sede da Presidência em Bogotá, Petro afirmou que os aliados de Washington no país têm origem no “regime narco-paramilitar”. O presidente ressaltou que “seus aliados na Colômbia vêm do regime narco-paramilitar; são genocidas e narcotraficantes”, destacando o histórico de conflitos envolvendo essas facções.
Petro, primeiro presidente de esquerda da Colômbia, lamentou a postura dos EUA ao apoiar adversários ligados, segundo ele, ao crime. “Lamento que figuras e governos que querem lutar contra o narcotráfico estejam ajudando a, precisamente, levar o poder político na Colômbia ao crime”, declarou ao abordar o impacto desse apoio político internacional.
Abelardo de la Espriella, advogado de 47 anos, liderou o primeiro turno das eleições e promete, com o respaldo de Donald Trump, promover uma relação mais próxima com Washington caso vença o pleito. O jurista construiu sua carreira defendendo paramilitares, fraudadores e jogadores de futebol famosos.
A relação entre Estados Unidos e Colômbia atravessa período de tensão no governo Petro. O presidente colombiano já foi alvo de sanções financeiras impostas por Trump, que o chamou de “líder do narcotráfico” durante confrontos públicos nas redes sociais. O cenário ocorre em meio à escalada da violência no principal produtor mundial de cocaína.
Segundo o presidente Gustavo Petro, a direita no país “sempre esteve ligada ao narcotráfico”. De acordo com a esquerda colombiana, De la Espriella seria representante de um suposto “fascismo mafioso” no cenário político nacional.






