Início Política Fazenda avança no protagonismo do governo Lula enquanto Casa Civil perde influência

Fazenda avança no protagonismo do governo Lula enquanto Casa Civil perde influência


Da redação

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, assumiu papel central no governo Lula após a reforma ministerial de 2026, enquanto Miriam Belchior, ministra da Casa Civil, passou a atuar de maneira mais discreta. O movimento aconteceu em meio a cobranças do presidente nesta quarta-feira, 3, em reunião na Esplanada.

Desde que assumiu o comando da Fazenda, Durigan passou a representar o governo em diversos temas estratégicos. Ele liderou negociações com bancos para a implementação do novo Desenrola e divide com Bruno Moretti, ministro do Planejamento, as ações para enfrentar o aumento no preço dos combustíveis, além de defender políticas contra a corrupção.

Em contrapartida, Miriam Belchior, que está há pouco mais de dois meses à frente da Casa Civil, priorizou funções gerenciais e reduziu sua presença em entrevistas e pronunciamentos públicos. Segundo relatos, a cobrança feita pessoalmente por Lula para que ministros prestem contas à Casa Civil foi interpretada como um sinal de sua posição menos destacada.

Durante a reunião ministerial realizada nesta quarta-feira, Lula reforçou a necessidade de os auxiliares informarem a chefe da Casa Civil sobre ações e resultados, medida que evidenciou desafios internos de articulação. A cobrança presidencial explicitou diferenças no protagonismo dos principais ministros.

Durigan também desempenhou papel fundamental no recente impasse com os Estados Unidos, após o governo americano classificar facções criminosas brasileiras e impor tarifas de até 37,5% a produtos do Brasil. O ministro foi indicado como negociador direto com representantes americanos e concedeu entrevistas para defender a postura do governo.

A disputa de espaço entre titulares da Fazenda e da Casa Civil marcou os primeiros anos do terceiro mandato de Lula. Com a alteração ministerial de 2026, o cenário mudou, e o destaque passou para Durigan, enquanto Belchior adotou perfil mais técnico, focando a gestão da máquina pública federal.