Da redação
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (4) novas sanções econômicas contra o líder cubano Miguel Díaz-Canel, sua esposa e membros das famílias Díaz-Canel e Castro. A ação ocorre em meio à estratégia americana de pressionar Cuba, segundo comunicado do Departamento do Tesouro, em Washington.
Além de Díaz-Canel, as sanções atingem quatro outras pessoas e cinco entidades, incluindo o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias. Entre os sancionados estão Alejandro Castro Espín, filho de Raúl Castro; o neto Raúl Alejandro Castro; e o enteado do presidente, Manuel Anido Cuesta.
O governo americano já havia adotado sanções contra Díaz-Canel em julho do ano passado, citando a repressão aos protestos populares de 2021 em Cuba. Procurado, o governo cubano não comentou oficialmente sobre as novas medidas impostas.
Ao anunciar as sanções, o então presidente Donald Trump declarou desejar que Cuba seja “um país bem administrado”. No mês anterior, Washington já havia incluído 11 autoridades cubanas em sua lista de sanções, entre eles líderes militares, o ministro das Comunicações e a principal agência de inteligência do país.
Essas medidas integram uma ofensiva mais intensa dos Estados Unidos contra o governo cubano, com embargo imposto desde 1962, ampliado durante o segundo mandato de Trump, que combinou sanções econômicas a figuras do regime e bloqueio petrolífero vigente desde o início do ano.
O ex-líder Raúl Castro foi indiciado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos por quatro acusações de homicídio e duas de destruição de aeronave, relativas ao abate de aviões de exilados cubanos em 1996. O regime cubano vive sua crise econômica mais grave desde 1959, e negociações com os EUA seguem sem avanços significativos.






