Da redação
Os advogados de Monique Medeiros exibiram vídeos à júri na noite de quarta-feira (3), durante o julgamento do caso Henry Borel, no Rio de Janeiro, para mostrar momentos de afeto entre a ex-diretora escolar e o filho, de 4 anos. As imagens buscavam apresentar outra perspectiva sobre o relacionamento entre mãe e filho.
No material exibido, Monique aparece elogiando o filho e o chamando para jantar de forma carinhosa. Outras cenas mostram presentes, brincadeiras em parquinhos e momentos de estudo, demonstrando que ela alfabetizou Henry antes dos dois anos. Vídeos e fotos também retratam uma festa infantil organizada por Monique para o menino.
Na madrugada de quinta-feira (4), o júri condenou Jairo de Souza, o Jairinho, a 43 anos de prisão. Para Monique, os jurados desclassificaram a acusação para homicídio culposo, deixando a decisão sobre a pena com a juíza Elizabeth Machado Louro, que concedeu perdão judicial à acusada, segundo a legislação vigente.
A magistrada justificou o perdão alegando que Monique sofreu “massacre público” e agressões no sistema prisional. Para ela, o sofrimento vivido pela ex-diretora, que perdeu o filho, seria maior que qualquer pena. “Incomensurável o sofrimento de quem, além de perder seu único filho […], viu-se alvo durante cinco longos anos de uma perseguição implacável”, afirmou a juíza.
Os jurados reconheceram a responsabilidade de Monique por omissão em relação à tortura sofrida por Henry, condenando-a a um ano e quatro meses de detenção, período já cumprido. Em nota, seus advogados disseram que ela não agrediu o filho e que seu grande erro foi não perceber a tempo a violência sofrida por ambos.
Monique declarou ter vivido um relacionamento abusivo com Jairinho e alegou desconhecer as agressões. O perdão judicial provocou reações. Leniel Borel, pai de Henry, criticou a decisão e afirmou sentir-se revoltado, enquanto defensores de Jairinho apontaram supostas nulidades no processo, sinalizando possível novo julgamento.





