Da redação
O Flamengo planeja reforçar o elenco na próxima janela de transferências, prevista para o segundo semestre de 2026, mas terá limite para investir, segundo apurado. O clube trabalha com orçamento de 10 a 15 milhões de euros, o que representa entre R$ 59 milhões e R$ 89 milhões, buscando soluções sem comprometer ainda mais as finanças.
Parte desse montante, entretanto, depende de metas de vendas de jogadores durante a temporada. Caso o Flamengo consiga negociar atletas por valores significativos, a capacidade de investir poderá ser ampliada. O clube decidiu priorizar reforços para o meio-campo e ataque, setores que segundo a comissão técnica são considerados mais carentes neste momento.
A contratação de um meia para dividir responsabilidades com Arrascaeta está entre as principais demandas. O uruguaio é uma referência técnica do grupo, mas os recorrentes problemas físicos enfrentados pelo jogador aumentaram as preocupações. O clube busca ainda um centroavante a fim de ampliar a concorrência ofensiva, especialmente para disputar posição com Pedro.
Também existem monitoramentos para a lateral, embora o foco inicial permaneça nos setores de meio e ataque. Entre os nomes avaliados está Martin Ojeda. Com investimentos altos realizados nos últimos anos, como nas contratações de Samuel Lino, Jorge Carrascal e Lucas Paquetá, parte relevante do orçamento foi direcionada ao futebol, e os dirigentes agora optam por cautela no mercado.
A estratégia do Flamengo prevê a negociação de atletas que perderam espaço, como Everton Cebolinha, Luiz Araújo e Jorge Carrascal. Caso essas possíveis saídas se concretizem, o clube pode ampliar suas possibilidades de investimento e aliviar a folha salarial, atualmente em torno de R$ 450 milhões ao ano, dentro de um orçamento total superior a R$ 1 bilhão.
José Boto, diretor de futebol, destaca que manter a base do elenco é prioridade, avaliando alternativas como empréstimos, trocas e pagamentos parcelados para reforços. O Flamengo avalia também aumentar a presença de jogadores formados na base, buscando competitividade aliada ao controle financeiro, especialmente após a eliminação precoce na Copa do Brasil.





