Da redação
O Distrito Federal alcançou, em 2024, o topo do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) nacional, registrando 0,866, nível classificado como de “muito alto desenvolvimento humano”, acima da média brasileira de 0,805. O resultado reflete avanços em saúde, educação e renda, impulsionados por políticas públicas integradas em todas as regiões administrativas.
Entre 2021 e 2024, o IDHM do DF saltou de 0,823 para 0,866, crescimento de 5,2%. O índice é uma adaptação nacional dos parâmetros globais e avalia longevidade, acesso à educação e padrão de vida. O Radar IDHM 2024, elaborado pelo Pnud, FJP e IBGE, traz os dados mais recentes, destacando essa evolução.
A rede de proteção social do DF possui programas como Cartão Prato Cheio e DF Social, que garantem segurança alimentar e dignidade. O Cras de Samambaia Sul atende cerca de 30 mil famílias por ano. Paolo Sousa, gerente da unidade, afirma: “Há famílias que tinham uma condição precária de alimentação e, hoje, após o Prato Cheio, têm dignidade na alimentação”.
Moradores como Diana Patrícia Moura e Tamires Negre relatam o impacto direto desses benefícios. “Vai ajudar muito, porque tem que pagar aluguel, né? Fora o aluguel, o mais caro é a comida”, disse Diana. Tamires acrescenta: “Quando vier, esse benefício vai dar uma ajuda”, sobre a Bolsa Natalidade enquanto administra a chegada do bebê em casa.
A secretária de Desenvolvimento Social, Giselle Ferreira, explica que “para as famílias que mais precisam, as políticas sociais talvez sejam as únicas formas de garantir o mínimo, como a comida na mesa”, citando ainda o Cartão Gás e o DF Social. O objetivo central é promover autonomia e o desligamento voluntário dos programas por parte de beneficiários.
O Distrito Federal possui hoje a menor taxa de analfabetismo do país para maiores de 15 anos. O programa Alfaletrando alfabetizou 65% das crianças até o 2º ano do ensino fundamental. No campo econômico, entre 2019 e 2024, houve aumento de 3.200% na geração de empregos diretos, passando de 321 para 10.608 postos, e um salto nos investimentos de R$ 37,1 para R$ 189,3 milhões.





