Da redação
Três homens foram presos na noite de sexta-feira, 6 de junho de 2026, em Ceilândia, durante uma operação policial que desmantelou um esquema clandestino de furto de combustível no Distrito Federal. O grupo utilizava uma oficina mecânica aparentemente fechada, às margens da BR-070, para escavar um túnel até o oleoduto da Petrobras.
Segundo as investigações conduzidas pela 19ª Delegacia de Polícia, o local foi alugado há três meses por R$ 1,2 mil mensais, sob o pretexto de funcionar como mecânica. Testemunhas relataram forte odor de gasolina, porém o imóvel só registrava movimentação durante a madrugada. Os três suspeitos — Antônio Marcos da Silva Seurinho, José Marle de Queiroz Lucena Segundo e Paulo Batista de Oliveira — estavam no local quando a polícia chegou.
O grupo é investigado por conectar o túnel ao oleoduto com ventiladores, válvula de controle e mangueira de alta pressão para retirar gasolina. A Transpetro, responsável pelo oleoduto que transporta três milhões de litros do combustível diariamente de São Paulo ao DF, identificou divergências no volume entregue, o que ampliou a suspeita.
A polícia estima o furto de até 100 mil litros de combustível apenas na última semana, valor ainda sob apuração. “Havia risco real de explosão em um raio de 3km”, alertou o delegado Fernando Fernandes. Diante do perigo, a Defesa Civil interditou ao menos quatro imóveis ao redor e recomendou que moradores deixassem suas residências preventivamente.
A investigação agora examina suposto envolvimento de transportadoras e postos de gasolina, conforme denúncias recebidas. Na vistoria, equipes técnicas mapearam a escavação e os riscos estruturais, ressaltando que ações desse tipo podem comprometer edificações e ameaçar a comunidade. Até o momento, a área permanece interditada e a Transpetro assumiu os reparos.
Em nota, a Transpetro informou que investe cerca de R$ 100 milhões por ano em segurança e tecnologia em uma rede de 8,5 mil km de dutos. A companhia afirma não haver impacto ao abastecimento regional e mantém canais gratuitos para denúncias, sem divulgar prejuízos financeiros por razões de segurança.





