Início Distrito Federal Sindicombustíveis-DF aponta operação profissional em furto de combustível em oleoduto

Sindicombustíveis-DF aponta operação profissional em furto de combustível em oleoduto


Da redação

O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do Distrito Federal (Sindicombustíveis-DF) afirmou que o furto de combustível em um oleoduto da Transpetro, subsidiária da Petrobras, em Ceilândia, descoberto pela Polícia Civil na noite de sexta-feira, 5 de junho, é grave por ameaçar a segurança pública e a distribuição de combustíveis.

A operação denominada Estige resultou na prisão de três pessoas: Antônio Marcos da Silva Seurinho, 43 anos, José Marle de Queiroz Lucena Segundo, 43 anos, e Paulo Batista de Oliveira, 36 anos. Eles são investigados por escavar um túnel a partir de um imóvel alugado para chegar até a tubulação subterrânea do oleoduto.

Segundo informações da investigação policial, o grupo entrava no local entre duas e três vezes por semana, sempre durante a noite. Após acessar o duto, os responsáveis utilizavam mangueiras de alta pressão para retirar o combustível, que era então armazenado em galões e caixas d’água e transportado posteriormente em caminhonetes.

O Sindicombustíveis-DF chamou atenção para o planejamento envolvido, destacando que a estrutura demonstra elevado grau de organização e conhecimento técnico. Em nota, a entidade informou: “A estrutura montada pelos criminosos, com escavação de túnel, sistema de bombeamento e logística de armazenamento, revela uma operação organizada e compatível com práticas de grupos especializados em crimes patrimoniais e receptação de combustíveis”.

A entidade também levantou a hipótese de o combustível desviado ter sido colocado no mercado clandestino. Conforme o sindicato, este tipo de produto costuma ser vendido fora dos canais formais de distribuição, sem qualquer controle fiscal ou regulatório, aumentando riscos para consumidores e para o setor.

A Polícia Civil segue investigando a extensão do envolvimento dos detidos e eventuais ramificações do esquema. O setor de combustíveis reforça a necessidade de intensificar a vigilância sobre oleodutos e pontos vulneráveis da cadeia de distribuição para evitar novos episódios.