Da redação
O Distrito Federal registrou 2.320 ocorrências de incêndio em vegetação somente neste ano, segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). O número corresponde a pouco mais de um terço dos 6.488 casos de 2025 e 27% das 8.545 ocorrências de 2024. O CBMDF alerta que os meses de julho, agosto e setembro concentram historicamente o maior número de registros e exigem atenção da população.
Os dados são do balanço da Operação Verde Vivo, realizada anualmente para prevenir e combater incêndios florestais em todo o DF. Conforme o capitão Jean Charles, a Operação Verde Vivo é executada entre abril e novembro, com ações intensificadas de maio a outubro, período mais crítico devido à estiagem. Em 2024, julho teve 1.594 ocorrências, agosto 2.065 e setembro 2.851. Em 2025, os picos foram em julho (1.566), agosto (1.826) e setembro (1.361).
Segundo Paloma Ludmyla, gestora ambiental e pesquisadora da Universidade de Brasília, a prevenção “é a principal ferramenta para evitar novos incêndios”. Ela alerta para o risco do uso indiscriminado do fogo na limpeza de terrenos e recomenda buscar orientação técnica para evitar situações perigosas. A pesquisadora acrescenta que, além dos danos ambientais, a fumaça pode provocar problemas respiratórios e agravar os efeitos da seca.
De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, provocar incêndios em vegetação pode configurar crime ambiental, com reclusão de dois a quatro anos e multa em caso de dolo. Em situações de imprudência, negligência ou imperícia, a pena pode ser de detenção de seis meses a um ano, além de multa. Denúncias podem ser feitas à Ouvidoria do Governo do Distrito Federal, ao Instituto Brasília Ambiental e à Polícia Militar Ambiental.





