Da redação
A equipe de campanha de Lula criou uma central de monitoramento para combater a desinformação nas redes sociais durante a corrida eleitoral de 2026. A ação foi implementada em resposta ao aumento da judicialização, registrada principalmente em Brasília, diante do crescimento expressivo do número de representações no Tribunal Superior Eleitoral.
Até o momento, PT e PL, de Flávio Bolsonaro, somam 73 procedimentos abertos junto ao TSE, número elevado em comparação a ciclos anteriores. Representantes das campanhas e especialistas apontam que o volume reflete a intensificação da polarização política, gerando maior preparação para embates judiciais entre os partidos.
Dados do TSE indicam que, no mesmo período de 2022, as campanhas de Lula e Bolsonaro haviam apresentado apenas 11 representações. O aumento expressivo revela mudança na abordagem das campanhas diante do avanço tecnológico, com destaque para o uso da inteligência artificial como ferramenta de potencialização da desinformação.
O principal desafio identificado atualmente é a rápida disseminação das chamadas fake news. Esse contexto obriga as equipes eleitorais a reagirem de forma ágil para conter os efeitos da desinformação e minimizar possíveis impactos sobre a opinião pública. A central de monitoramento da campanha de Lula busca atuar nesse sentido.
O uso da inteligência artificial já impacta diretamente a pré-campanha, especialmente na geração de deepfakes e outros tipos de informações inverídicas. Esse movimento ampliou o escopo das ações judiciais, agora voltadas também para inovações tecnológicas e seu papel nos processos eleitorais, exigindo posicionamento firme dos partidos.
Entre os episódios registrados, citam-se os conflitos ocorridos no Carnaval, quando um desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem a Lula foi alvo de adversários e resultou em contestações no Judiciário. Ângelo Ferraro lidera o núcleo jurídico da campanha petista e defende a intensificação do monitoramento para garantir a lisura do processo eleitoral.





