Da redação
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), não indicou preferência por nenhum candidato na eleição presidencial brasileira. Apesar das especulações sobre um possível alinhamento com o bolsonarismo, Trump não tem envolvimento declarado. Discussões recentes ocorreram após tarifas impostas ao Brasil nos últimos meses, segundo registros públicos.
O primeiro aumento tarifário, imposto por Trump em julho do ano passado, teve impacto significativo na percepção dos brasileiros. Conforme levantamento da Quaest, 74% da população expressaram temor quanto às consequências dessas sanções na vida familiar. O argumento utilizado pelos americanos era de proteção, supostamente em defesa do governo de Jair Bolsonaro.
Apesar disso, especialistas apontam que celebridades políticas próximas a Trump não demonstram coerência ideológica com o ex-presidente americano. O senador Flávio Bolsonaro (PL) compartilha aspectos ideológicos de direita, mas Trump nunca manifestou apoio oficial ao bolsonarismo. Analistas também destacam o pouco conhecimento técnico de Trump em temas como economia, comércio exterior e política internacional.
Na esteira do segundo aumento tarifário, estabelecido pela representação comercial dos Estados Unidos (USTR) com críticas ao Pix, Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou, em entrevista, que mecanismos semelhantes ao Pix existem nos EUA, como o Zelle. Segundo ele, isso abriria caminho para negociações, mas, após repercussão negativa, Eduardo negou ter defendido a substituição do sistema brasileiro.
O Pix já havia sido alvo de críticas do campo bolsonarista em janeiro passado, quando o deputado Nikolas Ferreira (PL) repercutiu alegações sobre possível vigilância e taxação de transferências. A reação contrária levou o Ministério da Fazenda a revogar uma instrução normativa ligando fiscalização ao sistema em apenas 15 dias, interpretada como vitória do grupo opositor.
O novo tarifaço, que envolve novamente o Pix, será discutido em audiência marcada para 6 de julho. O Pix foi criado pelo Banco Central do Brasil em 2020 e já soma bilhões de transações mensais, destacando-se como sistema público e gratuito, diferente do modelo privado adotado nos Estados Unidos.





