Da redação
Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal no sábado, dia 6, desarticulou uma quadrilha especializada no furto de combustíveis em Ceilândia, área próxima à DF-080. Segundo o delegado Fernando Fernandes, o grupo utilizava equipamentos adaptados e um dos detidos afirmou ser membro do Comando Vermelho ao chegar à delegacia.
De acordo com o delegado, o bando demonstrava conhecimento técnico, chegando a encamisar a bomba d’água utilizada na extração clandestina, para evitar corrosão pelo contato com derivados de petróleo. O aparelho, apesar de adaptado, não era o ideal para essa finalidade. A orientação do advogado fez com que o suposto integrante do Comando Vermelho optasse pelo silêncio em depoimento.
As investigações apontam para possível venda do combustível furtado, mas até o momento, denúncias recebidas pela polícia não foram comprovadas. O delegado Fernandes lembrou que, neste ano, outro caso semelhante ocorreu a cerca de dois quilômetros do local do crime recente. Moradores da região relataram o episódio, porém, com menor repercussão pública.
O imóvel usado pela quadrilha estava alugado “para abrir uma borracharia”, segundo vizinhos, que notaram movimentação de viaturas policiais durante a operação. Os proprietários não quiseram se identificar e demonstraram receio. Equipes da Transpetro soldaram novamente a tubulação no domingo, dia 7, após evacuar os moradores das residências mais próximas do ponto de extração ilegal.
O oleoduto Osbra, gerido pela Petrobras via Transpetro, é responsável por transportar aproximadamente 90% do combustível consumido na capital federal, segundo estimativas do Sindicombustíveis-DF. A tubulação passa pelo interior paulista, triângulo mineiro e Senador Canedo, em Goiás, chegando ao Distrito Federal.
Em nota, o Sindicombustíveis-DF destacou que combustível furtado tende a ser direcionado para o comércio informal, incluindo transportadores e consumidores finais que fogem dos controles fiscais e de qualidade. O presidente Paulo Tavares alertou para a facilidade de aquisição de bombas usadas no mercado paralelo.





