Da redação
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), deve definir nesta terça-feira, 9, em reunião com líderes partidários, o rito de tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue o regime de trabalho 6×1. A proposta foi aprovada pela Câmara há duas semanas e agora será avaliada no Senado.
A expectativa no Senado é que Alcolumbre encaminhe a PEC para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Paralelamente, a oposição tenta impulsionar outra proposta sobre o tema já enviada à CCJ por Alcolumbre, de autoria do senador Rogério Marinho (PL-RN). Este texto prevê a chamada “jornada flexível” de 44 horas semanais, com negociação entre patrões e empregados.
O governo atua para que a PEC que põe fim ao 6×1 seja votada e aprovada ainda neste semestre, considerando impactos eleitorais positivos. Segundo pesquisa Datafolha, aproximadamente 70% da população apoia essa mudança na legislação trabalhista, pressionando o Senado por maior celeridade no processo legislativo.
Enquanto isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se prepara para participar da reunião do G7 na França na próxima semana. O encontro é realizado em meio a negociações com os Estados Unidos sobre o aumento das tarifas impostas a produtos brasileiros. O Planalto avalia a possibilidade de uma reunião entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump, durante a cúpula.
O governo brasileiro pretende intensificar o diálogo com as autoridades americanas ao longo da semana para tentar reverter o tarifaço de 25%, cujo prazo de revisão termina em 15 de julho. Além dessa taxa, outra medida anunciada pelos EUA prevê uma sobretaxa adicional de 12% para exportações brasileiras, ampliando as preocupações do setor.
Na área legislativa, a autonomia do Banco Central voltará à pauta da CCJ nesta quarta-feira, 10. A comissão analisará a PEC que pode ampliar essa autonomia, com expectativa de votação ainda no mesmo dia no plenário, conforme sinalização de Alcolumbre. O Senado também fará esforço concentrado para avaliar a indicação do ministro Benedito Gonçalves ao cargo de corregedor do CNJ, após adiamento em maio por quórum insuficiente.





